Será que a sua empresa estará viva daqui a 10 anos? Leia e descubra se ela está preparada para o novo mundo a sua volta.

 

Responda rápido: A presença do seu negócio no meio digital é indiferente ou até inexistente? Seu produto ou serviço é apenas mais um dentre todo o mercado? Você cansa de divulgar sua marca aos quatro cantos e mesmo assim seu alcance é sempre o mesmo?

Você deve ficar atento a isto. Estes sintomas podem indicar que a sua empresa parou no tempo. E isso é perigoso!

O período de recessão que o Brasil passa não é novidade para ninguém. No entanto, muitas empresas acabam associando seus fracassos financeiros à crise do mercado e esquecem de exercitar a auto análise e compreender o papel da sua postura nos resultados.

Responsabilizar fatores externos pelos seus resultados internos não é saudável, e provavelmente está nublando a sua visão dos fatos.

Estamos em tempos inéditos e experimentamos mudanças radicais a todo momento. Se não nos reavaliarmos e continuarmos associando todos os reveses financeiros ao momento, talvez quando esse momento se amenizar, já seja tarde demais!

Duvida? Então deixa eu contar uma pequena história

Era uma vez, uma empresa muito poderosa. Ela era tão poderosa, que o seu produto tinha nada menos do que 90% do mercado. Essa empresa tinha centenas de milhares de funcionários ao redor do mundo e faturamentos anuais na casa dos bilhões de dólares. No seu segmento, ela era simplesmente a empresa mais poderosa do mundo!

Até que veio a inovação.

Como já foi dito lá em cima: estamos em tempos inéditos. Avanços tecnológicos alteram constantemente os paradigmas sociais e o comportamento das pessoas. São os tempos líquidos do Baumann, ou simplesmente a era da informação, como é conhecida no marketing.

E a inovação chegou, e levou o mercado ao qual a empresa fazia parte para praticamente todas as pessoas do planeta.

Nessa hora você deve estar pensando:

“Se a empresa já faturava bilhões antes, agora ela deve ser dona do mundo!”

É aí que você se engana…

Por mais poderosa que fosse, a empresa não estava preparada para a inovação e, quando o futuro finalmente chegou, não soube como lidar. Pouco mais de uma década depois da revolução que elevou todo um mercado e suas possibilidades ao infinito, a empresa declara falência.

Fim!

Fantasioso? Alarmante?

Nada disso. É a história nua e crua da Kodak, durante a revolução das máquinas fotográficas digitais!

As gerações estão ficando cada vez mais curtas. Isso acontece porque o mundo a nossa volta, está mudando em uma velocidade sequer imaginada décadas atrás.

Um exemplo é o fato das duas empresas que estão brigando hoje pelo pódio de mais valiosa do mundo tem apenas duas décadas de existência. São companhias que já nasceram no meio a velocidade e transições. Não dá para fechar o olho para o que há de novo por mais nenhum segundo sequer!

Mas calma, isso não significa que não haja espaço para as empresas antigas. Não é a idade da empresa que conta, mas o seu comportamento no mercado. Afinal, é você quem escolhe se ela seguirá o exemplo da Walmart, ou o da Kodak?

Preparamos a seguir, alguns apontamentos importantes para aqueles que se identificam com algum ponto citado no primeiro parágrafo, ou que simplesmente não querem cair nas mesmas armadilhas que muitas empresas acabam caindo:

1 (A falta do) Digital

Nos últimos anos, 50% das empresas mais poderosas do mundo saíram da Fortune 500 por um mesmo motivo: não souberam se adaptar ao mundo digital. A internet é um fator crucial que não pode ser ignorado, ela não é um privilégio dos mercados de tecnologia e inovação, mas sim uma necessidade para todas as empresas do mundo hoje.

Seja no Facebook, Instagram, Twitter, navegando por sites e blogs, ou até mesmo em conversas via Whatsapp, as pessoas passam uma boa parte do seu tempo atreladas ao mundo digital. Pesquisas afirmam que o brasileiro passa mais de 3 horas do dia navegando através de seu smartphone.

O mundo inteiro está conectado!

E a sua empresa, o que anda fazendo?

Aproveitar os benefícios do mundo digital não é simplesmente ter um site ou uma página em alguma rede social. Você precisa de um planejamento assertivo, que entenda as dores do seu público e compreenda o seu comportamento dentro da web.

Assim você consegue traçar estratégias efetivas para chegar no consumidor ideal, ou ainda melhor… fazer ele chegar até você.

2 (Ausência de um) Propósito

Pense bem e responda com sinceridade: o que sua empresa oferece ao mundo? O que ela vende aos seus consumidores? Se a sua resposta for simplesmente o seu produto ou o seu serviço, sinto dizer que você está em sérios apuros!

Como já disse no início deste artigo: os comportamentos estão mudando. Em um espaço de 10 anos, vimos o marketing passar por três fases que mudaram significativamente os hábitos de consumo da sociedade:

Na primeira o lucro era a única voz do mercado e o relacionamento com o cliente extremamente frágil, sendo muitas vezes considerado um obstáculo para o lucro. só lembrarmos do filme Lobo de Wall Street.

Até então, a oferta tinha uma certa vantagem sobre a demanda e quando essas equivalências se equilibram, os consumidores perceberam que precisava haver algo a mais e as empresas tiveram que oferece-lo. Essa foi a segunda fase, onde o valor emocional da marca entrou na jogada.

Mas agora, vivemos em um mundo em que a tecnologia nos proporciona um turbilhão de informações e possibilidades. Nunca na história do mundo houve tanta oferta a disposição do consumidor e de maneira tão fácil, na palma da sua mão.

A partir daqui, se a sua empresa vende apenas um produto, ela é só mais uma no meio da multidão.

As pessoas procuram um significado profundo nas empresas, e é aí que ]entra o propósito!

Mas não é nada simples: Um propósito não é criado da noite para o dia dentro da sala do marketing na hora de pensar uma nova campanha de comunicação.

O propósito deve estar enraizado no âmago da sua empresa e deve refletir cada passo tomado. Um significado maior, que deve ser sentido e vivenciado por cada colaborador, para que toda experiência seja verdadeira e de fato única.

Mostre a todos o seu propósito e permita que o mundo se apaixone pela sua missão!

3 Preste atenção nas pessoas!

O mundo não tem mais espaço para as empresas que fazem questão de berrar no ouvido de todos. Conhecer bem o seu público alvo já não é mais um diferencial, mas sim um fator de sobrevivência!

Com a internet, as pessoas passaram a ter total controle para decidir quando e como consumir um conteúdo, se precisamos ver mais de 15 segundos de uma propaganda que não nos interessa, descartamos e passamos para a próxima fonte.

São raros os vídeos do YouTube que não podemos passar após 3 segundos. Conteúdos ilimitados sem nenhuma intervenção publicitária? As plataformas de streaming estão aí…

Por isso, para uma comunicação de qualidade, precisamos atingir as pessoas certas, da forma certa!

Conhecer o seu público alvo é um trabalho que requer certo esforço e, se possível, certo investimento. Existem agências que oferecem consultoria para empresas que precisam se achar no mercado e descobrir detalhes sobre o consumidor ideal.

A tecnologia de dados também é uma ferramenta incrível. Com o Facebook, você consegue filtrar o público alvo de uma ação a partir de diversos critérios. Nas redes sociais as pessoas preenchem, voluntariamente, inúmeros dados que seriam muito difíceis de serem coletados por formulário de pesquisa e praticamente impossíveis de serem analisados a partir da observação do público.

Com todo esse potencial na mão, você está se comunicando com o público certo?

Com um público alvo bem definido, você consegue se comunicar de maneira assertiva com o seu consumidor ideal e é capaz inclusive de prever as suas reações, podendo assim traçar estratégias certeiras!

Outro fator que pode ajudar e muito a sua empresa na hora de se comunicar com seu público é ela ter um bom conhecimento e domínio das suas qualidades arquetípicas. O Instituto Ousar tem um artigo sobre os arquétipos e de quebra traz um exemplo comparativo de duas empresas que usam esse recurso de maneira magistral. Quer dar uma olhada? Então clica aqui!

 

Talvez você tenha chego até aqui pensando: Ele está falando de um público específico e essas dicas vão dar certo apenas para certos segmentos do mercado…

É aí que você se engana!

Se adaptar às novas demandas do mercado não é uma preocupação exclusiva do segmento X ou Y. Absolutamente todas as empresas e empreendedores podem e devem se beneficiar das dicas dadas acima.

Eu posso te provar isso através de dois exemplos bem distintos:

Com vocês, a história de sucesso da CSM e da HUB!

A CSM é uma empresa que produz maquinário para construção civil, de nível nacional, que percebeu o tempo lhe exigia certas mudanças. Ela sabia que estava oferecendo um produto de qualidade elevada, mas sentia dificuldade em transpor esse diferencial ao seu consumidor.

Foi então que eles decidiram alinhar seu produto a um propósito nobre e significativo para toda a sociedade: a segurança do trabalhador. Descobriram que para cada policial assassinado, 10 pedreiros morrem vítimas de acidentes de trabalho.

Dessa forma puderam expressar a importância da qualidade do seu produto para um público muito mais alinhado com as suas ideias e interesses.

A HUB por sua vez, trabalha com o Martelinho de Ouro, um segmento do mercado automotivo aparentemente engessado, sem muito espaço para novas abordagens. No entanto a HUB quis provar o contrário e apostou em um público até então negligenciado pelo segmento de reparos automotivos: os jovens que usam seus carros para viver suas aventuras.

Tendo o insight sobre o seu público, a HUB construiu uma comunicação totalmente voltada ao propósito de dar suporte para que as pessoas possam usar seus carros para viver suas histórias!

Afinal, imprevistos acontecem. Tudo bem, a HUB sempre estará ali pra dar uma força!

Com esse posicionamento a HUB simplesmente dobrou o seu faturamento em apenas 4 meses!

Essas são referências vindas de Jaraguá do Sul, cidade sede do Instituto Ousar, mas outros exemplos estão por toda a parte.

E você? Vai mudar ou vai continuar fazendo mais do mesmo?

Aceite uma humilde dica: não fazer nada é o maior risco que você pode correr.

Bruno

Bruno

Redator e Estrategista Web na Agência Ousar.

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